Como as equipes do SUAS podem atuar na prevenção do suicídio e no cuidado de pessoas enlutadas

Em setembro, o tema de prevenção de suicídio ganha destaque nas mídias devido à mobilização de diversas instituições públicas, privadas e da sociedade civil engajadas nas campanhas do setembro amarelo, iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria, criada em 2013, com o apoio do Conselho Federal de Medicina. Conheça mais sobre a campanha Setembro Amarelo aqui. Embora tenha sido lançada pelo campo da saúde, a campanha Setembro Amarelo vem, a cada ano, mobilizando cada vez mais instituições de outros campos. A questão do suicídio e do luto de amigos e familiares de pessoas que se suicidaram também aparecem nos serviços do SUAS e, muitas vezes, os trabalhadores não sabem muito bem como lidar com ela. Entrevistamos André e Lucas, dois educadores sociais que possuem longa trajetória de atuação em serviços de acolhimento de crianças e adolescentes, abordagem de crianças e adolescentes em situação de rua e também fazem supervisão de equipes do SUAS. André é formado em Pedagogia pela Universidade de São Paulo e trabalha com crianças e adolescentes desde 2011. Trabalhou com crianças e adolescentes em situação de rua; atuou no Projeto Quixote, centro integrado que conta com serviço de fortalecimento de vínculos e Capes voltado para o atendimento à ... Continuar Lendo

O que os serviços do SUAS têm a ver com o fenômeno do suicídio

Embora seja uma temática difícil e implique lidar com intenso sofrimento, o suicídio é um fenômeno que precisa ser abordado e compreendido pelas equipes dos serviços do SUAS. É importante que as equipes estejam mais seguras e preparadas para que possam compor, junto com as políticas de saúde e educação, a rede de proteção e apoio tanto às pessoas com comportamento suicida, quanto as famílias enlutadas. Suicídio na perspectiva da saúde A partir de 1990, o suicídio foi considerado um problema a ser enfrentado pela saúde pública. Esse reconhecimento faz com que um fenômeno aparentemente individual e privado seja tratado como pauta de atenção em ações estratégicas no SUS. A imensa maioria das pessoas que tenta ou comete suicídio é acometida por algum transtorno mental, sendo o mais comum a depressão. Do ponto de vista da política pública de saúde, o suicídio tem sido analisado como fenômeno coletivo com base nas análises da Vigilância em Saúde, trazendo informações para subsidiar políticas para diagnóstico, atenção, tratamento e prevenção. De acordo o Boletim Epidemiológico de 2021, do Ministério da Saúde, a taxa de risco de suicídio entre homens é cerca de 4 vezes maior do que entre mulheres. E no período entre ... Continuar Lendo

É possível garantir a convivência na pandemia

Desde o início a pandemia da covid-19 trouxe para as equipes do Sistema Único de Assistência Social a difícil pergunta: será possível garantir o direito à convivência social respeitando as necessárias medidas de distanciamento social? Mais de um ano e meio transcorrido de pandemia, e algumas perguntas ainda nos mobilizam:  Como sustentar os vínculos que foram construídos entre as equipes e usuários dos serviços do SUAS? É possível fazer encontros presenciais respeitando as medidas de segurança?  É possível sustentar vínculos de proteção fazendo uso de tecnologias? Os especialistas em saúde pública dizem que sim, podemos nos encontrar sem aglomerar, desde que as medidas de segurança sejam tomadas. A equipe interdisciplinar da Fiocruz também nos disse que sim ao produzir cartilhas para equipes do SUS e do SUAS e que são verdadeiros holofotes a iluminar nossos caminhos escurecidos pelo medo e, muitas vezes, pelo desconhecimento. Nós, da Vira e Mexe, em parceria com a Fundação Itaú Social, criamos o conteúdo dos cursos Convivência: impactos do isolamento nas redes de proteção e Convivência: planejamento de ações para apoiar as equipes. Neles, apresentamos alguns caminhos de como manter a presença protetiva dos serviços de assistência social, que são essenciais do ponto de vista ... Continuar Lendo