É possível garantir a convivência na pandemia


Desde o início a pandemia da covid-19 trouxe para as equipes do Sistema Único de Assistência Social a difícil pergunta: será possível garantir o direito à convivência social respeitando as necessárias medidas de distanciamento social?

Mais de um ano e meio transcorrido de pandemia, e algumas perguntas ainda nos mobilizam: 

Como sustentar os vínculos que foram construídos entre as equipes e usuários dos serviços do SUAS? É possível fazer encontros presenciais respeitando as medidas de segurança?  É possível sustentar vínculos de proteção fazendo uso de tecnologias?

Os especialistas em saúde pública dizem que sim, podemos nos encontrar sem aglomerar, desde que as medidas de segurança sejam tomadas. A equipe interdisciplinar da Fiocruz também nos disse que sim ao produzir cartilhas para equipes do SUS e do SUAS e que são verdadeiros holofotes a iluminar nossos caminhos escurecidos pelo medo e, muitas vezes, pelo desconhecimento.

Nós, da Vira e Mexe, em parceria com a Fundação Itaú Social, criamos o conteúdo dos cursos Convivência: impactos do isolamento nas redes de proteção e Convivência: planejamento de ações para apoiar as equipes. Neles, apresentamos alguns caminhos de como manter a presença protetiva dos serviços de assistência social, que são essenciais do ponto de vista da nossa vida social, dos nossos vínculos de pertencimento num contexto de tantos lutos e incertezas.

Uma experiência inspiradora

E com uma imensa alegria reencontramos a equipe do Projeto Gente Jovem (Progen), especialista em convivência e proteção social, que nos presenteou com um pequeno e delicado livro “Esperançar: tecendo histórias”. O livro traz quinze histórias de existências e resistências cotidianas narradas por cidadãos e cidadãs que usam os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos no território da Vila Bela, em Campinas/SP.

As narrativas foram produzidas com uso de ferramentas virtuais e presenciais adotando as medidas sanitárias de distanciamento social. No livro, os bairros campineiros de hoje são vistos pelos olhos da memória e pelos olhos da esperança renovada porque compartilhar a luta é também fazer história e construir lugares bons para se viver.

As histórias foram ilustradas por crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de 6 a 14 anos e por educadores sociais.

Os efeitos dessas narrativas na equipe reafirmaram que sim, é possível não só sustentar vínculos já construídos, como também construir novos vínculos entre adultos e idosos, crianças, adolescentes e jovens e idosos.

E você, tem alguma experiência de fortalecimento de vínculos na pandemia que queira contar? Deixe seu relato nos comentários.

Clique aqui para conhecer a publicação do Progen.

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