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O direito à convivência se vive no território

O principal diferencial da abordagem da Vira e Mexe na capacitação voltada à segurança de convivência no SUAS está na defesa de que o

planejamento e a definição de estratégias devem partir de uma leitura qualificada da realidade.

Essa leitura se fundamenta na identificação das desproteções relacionais, realizada por meio da escuta atenta das experiências dos usuários.

É essencial que as equipes dos serviços e da gestão conheçam profundamente as desproteções vividas pela população atendida. Somente a partir desse entendimento é possível planejar ações efetivas para seu enfrentamento. Nessa perspectiva, o valor da metodologia não está no tipo de atividade desenvolvida, mas na sua adequação às desproteções identificadas.

A formação, nesse sentido, deve estar alinhada aos desafios específicos de cada território e ao enfrentamento das desigualdades vividas pelos cidadãos. Esse é um elemento fundamental para a definição do trabalho com as equipes.

A concepção defendida por nós é a de serviços de convivência como espaços abertos, plurais e territorialmente referenciados, que acolhem e integram a diversidade presente na comunidade.

Assim como cada território é singular, as capacitações também devem ser construídas de forma contextualizada, evitando modelos padronizados.

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