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A agenda antirracista no SUAS

Nesta entrevista, a assistente social Rosicler Lemos compartilha suas reflexões a partir da experiência acadêmica e no cotidiano como trabalhadora do SUAS desde 2006. Atualmente, Rosicler está como coordenadora do CRAS no município de Franca, interior de São Paulo. Para Rosicler é fundamental o reconhecimento das injustiças sociais sofridas pelas pessoas negras, assim como suas lutas e resistências, no trabalho da Assistência Social. Sobretudo por conta do racismo estrutural existente, inclusive na própria política de Assistência Social, destaca. Neste momento em que se encerram as conferências municipais de Assistência Social, Rosicler nos conta como está a luta antirracista no SUAS e nos espaços de participação. Ouça a entrevista abaixo e deixe suas reflexões nos comentários. ... Continuar Lendo

É possível garantir a convivência na pandemia

Desde o início a pandemia da covid-19 trouxe para as equipes do Sistema Único de Assistência Social a difícil pergunta: será possível garantir o direito à convivência social respeitando as necessárias medidas de distanciamento social? Mais de um ano e meio transcorrido de pandemia, e algumas perguntas ainda nos mobilizam:  Como sustentar os vínculos que foram construídos entre as equipes e usuários dos serviços do SUAS? É possível fazer encontros presenciais respeitando as medidas de segurança?  É possível sustentar vínculos de proteção fazendo uso de tecnologias? Os especialistas em saúde pública dizem que sim, podemos nos encontrar sem aglomerar, desde que as medidas de segurança sejam tomadas. A equipe interdisciplinar da Fiocruz também nos disse que sim ao produzir cartilhas para equipes do SUS e do SUAS e que são verdadeiros holofotes a iluminar nossos caminhos escurecidos pelo medo e, muitas vezes, pelo desconhecimento. Nós, da Vira e Mexe, em parceria com a Fundação Itaú Social, criamos o conteúdo dos cursos Convivência: impactos do isolamento nas redes de proteção e Convivência: planejamento de ações para apoiar as equipes. Neles, apresentamos alguns caminhos de como manter a presença protetiva dos serviços de assistência social, que são essenciais do ponto de vista ... Continuar Lendo

Atuação interdisciplinar das equipes como condição para assegurar os direitos dos usuários

Desde a aprovação da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH SUAS/2006), vem se ampliando e consolidando o entendimento de que as equipes de referência do SUAS são compostas por trabalhadores de diferentes níveis de escolaridade e profissões. O leque de profissões reconhecidas no SUAS é fruto do entendimento da incompletude e da complementaridade entre as diferentes profissões. As orientações do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) para a atuação de equipes no SUAS afirmam a importância da construção conjunta e a criação de espaços no ambiente de trabalho para que esses entendimentos comuns se produzam. Passados 13 anos da aprovação dessa Norma, ainda percebemos muitas tensões no cotidiano que geram conflitos dentro das próprias equipes, geram dificuldades para quem está na coordenação dessas equipes e o mais importante: essas tensões tendem a diminuir a qualidade da atenção à população. Em seguida apresentamos duas referências que nos ajudam a afirmar isso. A complexidade das situações com as quais a política pública de Assistência Social lida requer a mobilização de diferentes saberes e áreas do conhecimento, assim como das teorias, métodos e instrumentos das diferentes profissões. E o diálogo entre esses trabalhadores ... Continuar Lendo