
Como construir ferramentas de planejamento coletivo considerando a diversidade do território?
Foi com a pergunta do título que começamos o processo de Educação Permanente com as equipes da proteção social Básica e Especial em Botucatu, município do interior de São Paulo. A pergunta pode parecer simples, mas ela desloca o planejamento de um lugar bastante conhecido: o de responder às demandas mais urgentes que chegam aos serviços, muitas vezes marcadas pela quantidade ou por aquilo que se apresenta como mais visível no cotidiano das equipes. Para a Vira e Mexe, dar sentido às ações é uma condição incontornável para construir um trabalho coerente com a vida das pessoas nos territórios. Por isso, antes de discutir como planejar, precisávamos compreender por que planejar conjuntamente. Planejamento começa com a leitura da realidade Um dos desafios da Assistência Social é não deixar que o cotidiano dos serviços determine, sozinho, as prioridades do trabalho. Quando isso acontece, há o risco de o planejamento se tornar apenas uma organização das demandas já conhecidas, sem produzir uma leitura mais ampla das situações vividas pelas pessoas e famílias nos territórios. Nesse sentido, começamos construindo uma leitura compartilhada do território e das desproteções As equipes analisaram diferentes situações de desproteção presentes nos territórios do município e, a partir dessa ... Continuar Lendo




